Os Benefícios do CBD nas Dores Musculoesqueléticas

Os Benefícios do CBD nas Dores Musculoesqueléticas

 

As dores musculoesqueléticas — que incluem dores musculares, articulares, tendinites e desconforto associado a inflamações — são uma das queixas mais comuns no dia a dia. Entre as alternativas naturais que ganharam destaque nos últimos anos está o CBD (canabidiol), um composto não psicoativo presente na planta Cannabis sativa.


Mas afinal, como o CBD pode ajudar no alívio destas dores? E o que diz a ciência?



Como é que o CBD atua no corpo?


O CBD interage com o sistema endocanabinoide, uma rede de receptores presente no sistema nervoso, órgãos e tecidos, responsável por regular funções como dor, inflamação, sono e resposta imunológica.


Embora não ative diretamente os receptores clássicos CB1 e CB2, o CBD modula a atividade destes sistemas e influencia vias relacionadas à percepção da dor e da inflamação, como:

Inibição de mediadores inflamatórios, como citocinas;

Aumento da sinalização da anandamida, um endocanabinoide associado à redução da dor;

Ação antioxidante, que ajuda a diminuir danos celulares.



Benefícios do CBD nas dores musculoesqueléticas


1. Redução da inflamação


Estudos demonstram que o CBD possui propriedades anti-inflamatórias relevantes, podendo ajudar em condições como artrite, lesões musculares e dor crónica.

Investigadores identificaram que o CBD reduz mediadores inflamatórios e atua em vias imunológicas envolvidas em processos dolorosos musculoesqueléticos.


2. Alívio da dor crónica


Pacientes com dores crónicas — incluindo dor nas costas, fibromialgia ou dor miofascial — podem beneficiar-se do CBD, que tem demonstrado efeitos analgésicos através da modulação dos receptores vaniloides (TRPV1), associados à dor.


3. Recuperação muscular


Alguns estudos sugerem que o CBD pode apoiar a recuperação pós-exercício, reduzindo a dor tardia (Delayed Onset Muscle Soreness - DOMS) graças à diminuição da inflamação muscular.


4. Melhora da qualidade de vida


Muitas pessoas relatam que o CBD contribui indiretamente para a redução da dor ao:

melhorar o sono,

reduzir ansiedade associada à dor persistente,

melhorar a mobilidade.


Embora estes efeitos não substituam tratamentos convencionais, podem complementá-los de forma segura quando utilizados sob orientação.



CBD tópico ou oral: qual escolher?

 

CBD tópico (cremes, bálsamos):

Atua localmente nos tecidos superficiais, sendo útil para dores musculares localizadas, tendinites ou inflamações articulares leves.

CBD oral (óleos, cápsulas):

Tem efeito sistémico, podendo ser mais eficaz em dores crónicas generalizadas ou condições inflamatórias persistentes.


A escolha depende da intensidade da dor, extensão da área afetada e objetivo terapêutico.



É seguro utilizar CBD?


O CBD é considerado seguro e bem tolerado. Efeitos adversos são geralmente leves, como sonolência ou alterações gastrointestinais.

O maior cuidado a ter é com interações medicamentosas, especialmente com fármacos metabolizados pelo fígado.


Por isso, a orientação profissional é sempre recomendada.



Conclusão


O CBD mostra-se uma opção promissora e natural para o alívio das dores musculoesqueléticas, graças às suas propriedades anti-inflamatórias, analgésicas e relaxantes. Embora ainda existam lacunas de investigação, a literatura atual aponta para benefícios reais em diversas condições relacionadas à dor e inflamação.


Para quem procura complementar o tratamento convencional com uma abordagem natural, o CBD pode ser um aliado — sempre com informação adequada e responsabilidade no uso.



Referências Bibliográficas

1. Burstein, S. (2015). Cannabidiol (CBD) and its analogs: a review of their effects on inflammation. Bioorganic & Medicinal Chemistry, 23(7), 1377–1385.

2. Philpott, H.T., O’Brien, M., & McDougall, J.J. (2017). Attenuation of early phase inflammation by cannabidiol prevents pain and nerve damage in rat osteoarthritis. Pain, 158(12), 2442–2451.

3. Häuser, W. et al. (2018). Systematic review of the efficacy, tolerability, and safety of cannabis-based medicines for chronic pain management. Schmerz, 32(5), 387–404.

4. Millar, S.A., Stone, N.L., Yates, A.S., & O’Sullivan, S.E. (2018). A systematic review on the pharmacokinetics of cannabidiol in humans. Frontiers in Pharmacology, 9, 1365.

5. Xu, D.H. et al. (2020). Cannabis and cannabidiol (CBD) for the treatment of non-cancer chronic pain: a systematic review of health care recommendations. Pain Practice, 20(7), 761–770.

Voltar para o blogue

Deixe um comentário

Tenha em atenção que os comentários necessitam de ser aprovados antes de serem publicados.